quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O Que é Aquilo (Dobrado em português do Brasil)

Este foi o Vídeo que partilhámos, hoje, na reunião. Ficou a promessa de o publicarmos....aqui está! Esperamos os vossos comentários....
Até breve

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Atividade de promoção do curso na escola




-No dia 14 de dezembro de 2011 das 10H00 da manhã até às 14H, a turma de CEF de empregado de mesa  dinamizou uma  atividade  de promoção do curso  no pavilhão A . Houve bolos, sumos e café balão…..
Nesta primeira experiência, os alunos colocaram em prática os seus conhecimentos sobre Hotelaria.
Os professores fizeram críticas positivas ao primeiro desempenho da turma, principalmente como as dobras feitas de guardanapos e a mesa posta pela turma.
Esta experiência teve um grande sucesso e a turma continua empenhada…..




Também estivemos junto à sala dos alunos....




sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Como ajudar o seu educando a melhorar o seu desempenho escolar…


Fica aqui o documento distribuído na última reunião aos Pais...espero que seja útil


ACOMPANHE DE PERTO OS SEUS ESTUDOS , OU SEJA:
- Sempre que possível, fique perto quando ele estiver a fazer os trabalhos de casa.
-Faça perguntas sobre a escola.
- Veja os seus testes.
- Fale regularmente com o/a Director(a) de turma.
- Desperte-lhe o desejo de aprende (mostre-lhe as vantagens).
- Habitue-o a estudar regularmente (e não apenas antes dos testes).
- Faculte-lhe um local de estudo confortável e tranquilo.
- Encoraje-o, sempre que alguma coisa não lhe corra bem e incite-o a tentar de novo.
- Ajude-o a ser responsável (assíduo, pontual e a cumprir as suas tarefas/obrigações).
-Esteja atento á sua alimentação, saúde e bem estar.
- Assegure-se de que dorme o suficiente.
ADOPTE COMPORTAMENTOS POSITIVOS, TAIS COMO:
-Promova um ambiente familiar acolhedor, aberto e franco que lhe inspire confiança.
- Valorize os seus comportamentos e realizações positivas.
- Encoraje-o a descobrir e a desenvolver os seus interesses e capacidades através das diferentes actividades do seu dia-a-dia.
- Sensibilize-o e ajude-o a descobrir o mundo que o cerca.
- Faculte-lhe, desde cedo, a possibilidade de decidir em pequenas coisas do dia-a-dia.
- Recorra ao “elogio “ ( uma palavra amiga na hora certa ).
- Seja moderado, compreensivo e calmo.
-  Evite compará-lo com os outros: Ame-o e aceite-o tal como é.
- Fale (ouça) com ele sobre as suas brincadeiras, amigos, sonhos, medos, esperanças.
- Diga: “ desculpa, enganei-me, tens razão “ quando for preciso
- Evite criticá-lo por tudo e por nada, ou estar sempre a apontar os seus “ defeitos “ .
- Ensine-o, desde cedo, a pensar nos seus actos / escolhas e nas possíveis consequências.
-Sirva de modelo para o seu filho ou filha pois, o exemplo vale mais do que mil palavras.
- E, finalmente, lembre-se : “ A semeadura é livre, a colheita é obrigatória “

Com a sua colaboração poderemos contribuir para que o seu educando elabore, gradualmente, o seu projecto de vida. Se a sua presença for constante, compreensiva e atenta estará a ajudá-lo a construir o seu caminho.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Uma Geração "à rasca"....

Texto de Mia Couto distribuído pelos encarregados de educação da minha direção de turma...
Deixe o seu comentário....

Um Dia Isto Tinha Que Acontecer
por Mia Couto

Existe mais do que uma! Certamente!
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo. Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.
Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1.º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.
Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.
Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.
São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!
A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.
Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.
Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).
Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja! Que chatice! São betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça! Já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.
E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!
Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.
A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la. Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam.
Haverá mais triste prova do nosso falhanço?